Fórum de Sustentabilidade no SWU

Um acontecimento que vai colocar o SWU no circuito das grandes discussões sobre sustentabilidade

Prêmio Nobel da Paz, acadêmios de reconhecimento internacional, jovens talentos, personalidades nacionais e estrangeiras, representantes de entidades não governamentais: o Fórum Global de Sustentabilidade SWU já é um marco na história dos grandes eventos que tratam da sustentabilidade.

Depois de uma bem-sucedida estreia em 2010, o evento realiza este ano sua segunda edição com um time de peso que, durante três dias, participará de discussões em torno do tema principal do Fórum: “consciência e atitude”.

O objetivo do encontro é fomentar debates em torno da sustentabilidade através do exemplo e da experiência de pessoas, empresas e organizações que já contribuem para um modo de vida mais sustentável – social, ambiental e economicamente –,
mostrando que por meio de novas escolhas e práticas todos podemos, sim, fazer a diferença.

O II Fórum Global de Sustentabilidade será realizado no Teatro Municipal de Paulínia, na arena onde acontecerá o SWU Music and Arts Festival e contará com dois paineis de debates por dia. A abertura ficará a cargo da orquestra do Projeto
Guri.

Rigoberta Menchú no Fórum Global de Sustentabilidade do SWU. (Foto: Eduardo Carvalho/G1)

Rigoberta Menchú no Fórum Global de Sustentabilidade do SWU.

(Foto: Eduardo Carvalho/G1)

A vencedora do Prêmio Nobel da Paz, Rigoberta Menchú, afirmou que a construção da usina de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, não afeta apenas os indígenas, mas toda a humanidade e considera a obra como “uma relação comercial que se impõe acima da vida racional da natureza”.

Em entrevista ao G1, a defensora de causas indígenas na América Latina  ressaltou a importância de se preservar a natureza e de “não cometer genocídio” por finalidades econômicas. “As ações que vão acontecer lá não poderão resultar em um genocídio. As pessoas têm que denunciar e defender aquilo que tem que ser defendido”, disse.

Fórum
Rigoberta participou da sessão da tarde do II Fórum Global de Sustentabilidade do SWU, junto com o jornalista Gilberto Dimenstein, a cineasta Laís Bodanzki e o estilista Oskar Metsavaht. O primeiro a falar foi Dimenstein, que mostou como se engajou para transformar seu bairro em São Paulo, a Vila Madalena. Ele brinca que é um bairro regido “12 horas por Deus e 12 horas pelo diabo”, já que tem muitos contrastes.

O jornalista criou uma organização para fazer atividades educativas no bairro, incluindo seus moradores, em especial os jovens. O trabalho de Dimenstein lhe rendeu ser convidado para pesquisar em Harvard, onde teve a possibilidade de apresentar sua iniciativa a Nicholas Negroponte, professor do MIT.

Depois de Dimenstein, foi a vez do estilista Oskar Metsavaht, criador da grife Osklen. Ele explicou como se configura o novo mercado de consumo de luxo, e a importância do Brasil, uma potência ambiental, em relação a esse setor, num contexto em que o desenvolvimento sustentável é cada vez mais importante.

Metsavaht destacou a importância do Protocolo de Kyoto (acordo internacional que, entre outras coisas, propõe que países ricos diminuam suas emissões de gases causadores do efeito estufa) para reforçar o conceito de desenvolvimento sustentável: “O protocolo, se foi assinado ou não, não importa. Ele mudou a visão e mostrou que a proteção da natureza tem que ser associado com a geração de riqueza”, disse.

Seda orgânica
O empresário fundou um instituto que pesquisa produtos sustentáveis como, por exemplo, a seda orgânica, cuja produção atualmente emprega 150 famílias no interior do Paraná. As ideias desenvolvidas pela organização já foram parar nas passarelas, em eventos do porte da São Paulo Fashion Week.

Metsavaht passou a palavra à cineasta Laís Bodanzky. Ela relatou sua experiência com um projeto de cinema itinerante, que leva uma sala de exibição desmontável com 225 lugares para as pessoas poderem assistir filmes no interior do Brasil. A iniciativa também já rendeu um documentário.Laís

Laís Bodanzky destacou em sua palestra que a tecnologia digital tem permitido que mesmo as pessoas com poucos recursos possam produzir seus filmes, contar suas histórias, em vez de apenas assistir: “É como esse planeta pode mudar: quando se dá a voz por meio da arte”.

Laís Bodanzky acredita que dar às pessoas por meio da arte pode ser uma forma de mudar o mundo. (Foto: Eduardo Carvalho/G1)

Bodanzky acredita que dar às pessoas por meio da arte pode ser uma forma de mudar o mundo. (Foto: Eduardo Carvalho/G1)

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