Cases de Economia Criativa

ECONOMIA DA CULTURA ESTÁ NA MODA
Economia da cultura é um tema que não pode ficar de fora do Planejamento governamental, pois cada vez mais esse filão sócio-mercadológico vai influenciar na geração de emprego e renda. Governos modernos e “antenados” com os novos tempos precisam dar a devida atenção a essas questões, pois a indústria cultural e de entretenimento gera bilhões de dólares em riqueza em todo o mundo.
Não bastasse o volume de recursos que movimenta, a Cultura ainda se trata de uma fonte limpa de desenvolvimento: não desmata, não polui, não gera doenças. Pelo contrário: investir em cultura é criar uma vitrine atrativa para pessoas de bom gosto que estão espalhadas pelo mundo em busca de opções de lazer e com dinheiro no bolso para gastar. Não tenho mais dúvidas. Para manter ativa uma rede de fomento econômico e social, a inovação deve ser um dos elementos centrais de convergência para superar o desafio de tecer as articulações estratégicas.

Esta leitura pode ser considerada uma das essências, um dos eixos para se estruturar uma região do conhecimento de fomento econômico e social. O mapeamento de instituições com afinidades com esta proposta é lição de casa número um. Outro trabalho é entender a lógica da economia criativa da nova economia. Neste post fazemos um passeio por cases de sucesso nesta área.

FUNDOS DE PROJETOS E INVESTIMENTOS

O Brasil Foundation é uma das referências do setor social, incentivando tecnologias sustentáveis. Todas as organizações interessadas podem apresentar projetos que visam transformar comunidades em todo o Brasil.A instituição disponibiliza bancos de projetos e recepciona projetos na linha da economia criativa.

Mas Economia Criativa vai além dos aspectos de desenvolvimento social. Este conceito também está diretamente relacionado ao mundo dos negócios. Na área cultural, a ArtRio é uma marca construída para movimentar o mercado de arte contemporânea, ligada à imagem do Rio de Janeiro. Esta é uma das dimensões da economia criativa que alia arte, negócios, cultura e turismo.

Já a Art Sp dá um zoom no design e fotografia. Um evento altamente especializado que trabalha com referências de alto valor agregado, promovendo reflexões no setor. Um dos “cases” de sucesso na economia criativa que aliou turismo, cidadania, educação, economia solidária e valorização do patrimônio é o Instituto Inhotim. O foco no desenvolvimento regional no turismo, promovendo a capacitação garantiu articulações com os demais setores da economia.

Mas o assunto de economia criativa é muito amplo. Formatar estratégias de relacionamento em rede é um desafio. O Itsnoon desenvolveu uma moeda de relacionamento para estimular o relacionamento entre artistas, empresas e pessoas para criar oportunidades de aprendizagem e trabalho em rede. A idéia do site Mobz é mobilizar pessoas interessadas em assistir um filme ou show. A formação de grupos em torno de um título facilita a articulação para viabilizar este evento. Interessante…

NOVAS OPORTUNIDADES

Imagine um site que facilita a edição do seu livro. Sim, todo o processo de edição e distribuição resolvidos. Esta é a proposta do site Bookers. Uma idéia DNA de economia criativa. Outra proposta simples e direta direcionada para desenvolvedores é o site Laboratório de Garagem, que promove o trabalho colaborativo. Já o portal Makaha é uma empresa que busca descobrir e investir em projetos que tenham potencial de se transformarem em negócios. Lá, qualquer pessoa pode direcionar alguma apostar em idéias criativas. E para os empreendedores culturais do site Espaçonave oferece espaço para compartilhamento de experiências.

E todas estas referências dão conta que as mobilizações em redes de fomento ganham força. O site Cidades Inovadoras trabalha justamente com o conceito de desenvolvimento social urbano. Enfim, todos estes “cases” ilustram a economia criativa. Frente a tantas referências o fundamental neste momento é trabalhar a cultura digital na organização em rede.

Quando falamos em região do conhecimento nos referimos à formação de redes de cooperação em torno de setores econômicos específicos. No entanto, para difundir a cultura digital, cenários devem ser desenhados e as tendências investigadas para que exista engajamento. Estas redes são formas de organização da produção com foco no mercado, no relacionamento com os consumidores. A inovação deve estar presente considerando todos os processos do ciclo de um produto ou serviço.

Este post contou com o suporte de pesquisa Maurício Augusto Sampaio Pinto, gestor do Grupo Economia Criativa do Hub de Cultura Digital. Ele é designer gráfico e autor deste trabalho.

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