Surf & Arte – A Flora Ecoboards

 


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Vivemos em uma sociedade de contrastes, onde o novo e o velho convivem diariamente. A Flora Ecoboards acolhe a ideia do surf ser muito mais que um esporte. Se manifesta  a  favor da  fuga da padronização e incentiva a liberdade de expressão de um surfista sobre a prancha.
Reconhecendo que existem práticas e estilos singulares, as produções da A Flora são exclusivas e podem ser associadas com o mesmo conceito de liberdade e resgate da essência.
O sentimento de nostalgia e a quebra de antigos conceitos aproximam o esporte da arte.

Ao longo da evolução do surf, a funcionalidade dos equipamentos se tornaram mais complexas, evidenciando o caráter competitivo dos surfistas que priorizam equipamentos mais modernos que proporcionem melhor  performance  e destaque nas competições, distanciando a prática de sua essência.
Com o intuito de restabelecer essa essência  e integrá-la ao Surf moderno, a A Flora Ecoboards fez uma releitura das pranchas ancestrais de madeira, proporcionando uma volta ao passado, que chegou a seu ápice com o (re)surgimento da Alaia, um modelo todo feito em madeira maciça , sem quilhas, e que remonta aos primórdios do surf. O nome Alaia significa prancha fina em dialeto havaiano.

As pranchas produzidas pela A Flora Ecoboads além de serem pirografadas para uso decorativo, são exclusivas pela sua fabricação artesanal e possuem  características do design atual, sendo leves, resistentes e com durabilidade de 20 a 30 anos, podendo ainda manter a aparência de nova.  A produção das pranchas não tem apelo competitivo, sua pretensão está  associada  à sensação que elas proporcionam durante o surf, por serem de madeira oca, ampliam a vibração entre a superfície e a água, resgatando a nostalgia do surf por diversão.

Na Marcenaria da A Flora em Itamambuca, o marceneiro Kiko Horácio e o designer Tiago Matulja, começaram a produção artesanal inspirados pelo método criado pelo  americano Tom Blake, o que evoluiu o surfe com suas pranchas ocas e incrivelmente leves para época tornando viável a prática do surf para mais pessoas.
Para produzir pranchas com tanto potencial, durante o projeto eles se mantêm atentos para o ajuste de cada peça que irá formar a prancha, cada detalhe é essencial e compromete a aerodinâmica e hidrodinâmica na hora de surfar.

Somado ao trabalho impecável na produção das pranchas de surf, a A Flora Ecoboards propaga o conceito de sustentabilidade, suas pranchas são constituídas em madeira certificada pelo FSC (Forest Stewart Council) que é hoje o selo verde mais reconhecido em todo o mundo.
Utilizando da madeira de reflorestamento e de proveniência sustentável ou ainda em alguns casos o uso da natureza morta como árvores caídas e reciclagem de material, a preocupação concentra-se  na substituição da espuma de poliuretano, que é matéria prima para as pranchas atuais, pela madeira que é um material biodegradável. O procedimento de produção  de espumas de poliuretano propagam  o CFC que por sua vez agride  à camada de ozônio aumentando o efeito estufa.
Juntamente com o ressurgimento das pranchas de madeira oca, com o objetivo de obter um material 100% biodegradável,  após algumas pesquisas, começaram a utilizar uma resina com base em óleos vegetais, afim de substituir as resinas  utilizadas na impermeabilização das pranchas,  que dependendo da sua composição espalham resíduos derivados de petróleo pelo mar, por uma resina que pode ser absorvida pelo ambiente e torna-se adubo orgânico.

Merecedores desse reconhecimento, o Projeto Curi Atá Apenunga, que exibe as pranchas de madeira oca, foi classificado entre os 31 finalistas do 1º Prêmio Craft Design, tendo participação na exposição da 13ª Feira Craft Design, evento de negócios destinado a lojistas, arquitetos, decoradores, e profissionais da área de decoração. E também classificado no  1º Objeto Brasileiro entre 61 objetos dos 1000 projetos selecionados, participando da exposição no Museu A Casa. O Prêmio Objeto Brasileiro tem como objetivo principal a promoção da sustentabilidade do fazer artesanal contemporâneo no Brasil, ambos os prêmios incentivam a decoração de ambientes  por materiais sustentáveis e   valorizam o desenvolvimento da produção artesanal.

Serginho Groisman apresenta o trabalho de Kiko Oracio e Tiago Matulja

Desfile Digital – Patricia Viera – A Flora

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