O Futuro é Agora

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O mundo está passando por uma transformação peculiar, e nos encontramos em um momento transitório da história, com mudanças fundamentais acontecendo. A revolução digital, com sua velocidade estonteante, faz com que a quantidade de informações produzidas e espalhadas pelas redes ganhem proporções desumanas. Nada mais é como antigamente, tudo mudou – e ainda está mudando.

Assim, é cada vez mais difícil saber tudo, ao mesmo tempo que temos mais acesso a tudo. O novo dura pouco, o futuro quase já foi, o amanhã é já. O que nos resta, o que se torna essencial em um mundo cercado de incertezas é ACREDITAR.

A geração atual cresceu em um mundo completamente diferente. Pessoas nascidas nas últimas duas décadas do século 20 estão prestes a ocupar importantes posições de poder e influência e encaminhar o futuro sob novas ideias e concepções. As decisões delas serão a base para uma nova realidade.

São as primeiras nascidas em um mundo conectado pelas tecnologias. Colhem os benefícios das explorações espaciais, do desenvolvimento da ciência e conectividade global. Estão no absoluto começo de uma progressão que sentimos, mas ainda desconhecemos. É a geração que, talvez, viverá em outros planetas. E, dentro de nossa história de vida, quem sabe, nascerão em outros planetas.

Inspirada pela mais recente edição da revista alemã 032c, o Studio Lotus lista uma série de conceitos que podem contornar a atmosfera adversa de conflito de uma cultura pós-tudo. São valores que nos guiam em tempos de incerteza e nos fazem olhar para a direção certa: energia, família, fantasia, amor, sexo, trabalho, criatividade, inovação, paixão, igualdade de gêneros, escapismo, autoconfiança – e a palavra que rege o mundo hoje: instabilidade.

Hoje, somos instantâneos. As barreiras entre o pessoal e o profissional, online e offline, singular e plural se desintegraram. A tecnologia nos permite um novo começo, livre de fronteiras físicas. Restrições sociais e culturais vieram abaixo. E, nessa instantaneidade, temos que achar o nosso todo.

Se a temperatura do mundo hoje reclina mais para situações de adversidade e incerteza, nós preferimos pensar – e nos deixar guiar – por criatividade, transformação e paixão. Para nós, o futuro é agora.

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Especial Lollapalooza 2015 – BANDA DO MAR

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A Banda do Mar é feita de histórias simples. Daquelas dos contos simples, da vida de todos os dias. Da vida dos amigos, dos afetos, das partidas e chegadas, das celebrações, da vontade de estar junto.

Em viagens a Portugal, Marcelo encontra um irmão desconhecido. É Fred, um músico português que tem em Marcelo um dos seus ídolos. Surge a mais concreta amizade que hoje tem mais de uma década.

Mallu aparece e se junta a Marcelo em todas as latitudes que a vida comporta. E, nas muitas viagens transatlânticas, o trio fortalece uma amizade profunda, familiar e artística.

Não muito tempo depois, os três descobrem um comum desejo que, uma vez vislumbrado num dos jantares dos amigos, é irreprimível: querem tocar rock, querem aquecer o corpo e coração, querem perder e ganhar fôlego.

Já haviam caminhado um tanto: Mallu no terceiro álbum, Marcelo vinha de dois discos solo, depois dos Los Hermanos, e Fred acabara de formar o 5-30, e colecionava experiência compondo bandas como Orelha Negra e Laia, além acompanhar o Buraka Som Sistema na bateria.

O recém-inaugurado Estúdio Ia, do próprio Fred e do amigo Bernardo Barata era o cenário perfeito. Nos curtos dias de inverno em Lisboa, lá mergulharam na construção do álbum.

Salta aos olhos a naturalidade do encontro. A fluidez resultante faz difícil crer que é a primeira turnê. A bateria de Fred desperta em Mallu e Marcelo seu lado mais intenso. São vigorosas e pedem dança, mas mantém a seriedade do artista sentimental que há nos três.

As composições de outros trabalhos dos cantores também aparecem no repertório do show, com uma roupagem mais elétrica. Não há silêncio e são raros os sons delicados. São guitarras e pedais de distorção, num improvável encontro de percussões e melodias criativas.

No baixo, Marcos Gerez, integrante do Hurtmold, traz mais peso ao palco, ao lado de Gabriel Mayall (Bubu), do Do Amor. Os dois também estão em casa; Bubu tocava no Los Hermanos, e Marcão acompanhou as turnês do “Sou” e “Toque Dela”.

A Banda do Mar é para cantar junto, para abrir os braços, rir, chorar e dançar. A substância é a força, é o calor, é a simplicidade, é o que há no corpo humano. É a celebração da santíssima trindade: amizade, amor e música.

Nome: Banda do Mar
País: Brasil
Ano de formação: 2014
Integrantes: Mallu Magalhães (vocais, guitarra, violão), Marcelo Camelo (vocais, guitarra, baixo, percussão), Fred (bateria e percussão)
Sucessos: Mais Ninguém, Hey Nana, Dia Clarear

Só se abre por Amor

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A fabricante de lingieries japonesa Ravijour quer que suas clientes só façam sexo por amor. Ao menos é o que parece com a criação do “True Love Tester”, um sutiã que só se abre se os batimentos cardíacos da mulher acusarem o sentimento.

A peça tem um sensor de frequência cardíaca, que é enviada via Bluetooth para um aplicativo de celular. O programa compara a sensação da mulher a atividades como fazer compras, assistir a um filme de terror, fazer exercícios, entre outras. Se o amor for detectado, o sutiã se abre automaticamente.

O produto pode causar situações constrangedoras, como um sutiã que se abre no meio de uma festa, ou até na rua.

Confira o vídeo promocional do “True Love Tester”:

Marina Abramovic: a emoção independe das palavras

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Amor e criatividade sempre serão meu tema favorito. A emoção independe das palavras. Quantas lembranças cabem em um olhar?

Durante sua exposição “A artista está presente” no Museu de Arte Moderna(MoMa), de Nova York a artista  Marina Abramovic teve uma surpresa. Na exposição, Marina deveria passar um minuto em silêncio com cada estranho que sentasse à sua frente. Enquanto Marina estava de olhos fechados, chegou um participante “estranho” que era nada mais nada menos que Ulay, seu antigo amor.

A artista pediu que a produção instalasse uma mesa e duas cadeiras para que as pessoas sentassem de frente e a encarassem, pelo tempo que quisessem. A fila para tentar olhar para Marina pelo menos por alguns minutos era gigante e permaneceu assim durante toda a exposição, que durou três meses. O documentário mostra a emoção de quem conseguiu sentar-se de frente para o olhar profundo da artista. O trabalho de Marina, que teve início nos anos 70 e é marcado pela experimentação entre o performer e o público, os limites do corpo, e as possibilidades da mente.

E não houve história, não houve uma crescente, não houve um desenvolvimento…era apenas sentar-se. E o público tinha a inteira liberdade de ficar ali o quanto quisesse. O curador da exposição me disse que talvez seria apenas uma cadeira na minha frente, na maioria do tempo. Aconteceu que nós batemos o recorde de visitas do museu e, de 850 mil visitantes, 1.750 sentaram-se na minha frente. Sem fim. Houve uma pessoa que ficou sentada ali durante sete horas. Eles esperavam a noite inteira para sentar-se, apenas porque havia algo realmente acontecendo, de uma forma que é quase racionalmente inexplicável.

E, realmente, parece que havia algo especial acontecendo ali. Já o encontro com Ulay guarda uma enorme história. Como diz Judith Thurman em um artigo para a revista New Yorker, traduzido aqui pela Bravo!, “a carreira de Marina Abramovic divide-se em três períodos: antes, durante e depois de Ulay, pseudônimo de Uwe Laysiepen”. Eles se conheceram quando eram adolescentes em um abrigo antiaéreo em Solingen, cidade da Westfália, na Alemanha. Marina era filha de católicos e ex-heróis da Segunda Guerra Mundial. Ulay era filho de um soldado nazista.

Juntos, o casal produziu arte durante 12 anos nômades, entre 1976 e 1988, viajando em um trailer. Eles se diziam um só corpo (nascidos no mesmo dia, em anos diferentes), feito de duas cabeças, mas com a mesma identidade e propósito artístico.  Como bons artistas dramáticos e intensos, eles fizeram uma última performance antes da separação, realizada na Muralha da China. Ela veio do leste e ele do Oeste. Encontraram-se após três meses no meio e se despediram.

Após os 33 anos que ficou sem ver Ulay, veja qual foi a reação de Marina no vídeo abaixo: