Especial Lollapalooza 2015 – BANDA DO MAR

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A Banda do Mar é feita de histórias simples. Daquelas dos contos simples, da vida de todos os dias. Da vida dos amigos, dos afetos, das partidas e chegadas, das celebrações, da vontade de estar junto.

Em viagens a Portugal, Marcelo encontra um irmão desconhecido. É Fred, um músico português que tem em Marcelo um dos seus ídolos. Surge a mais concreta amizade que hoje tem mais de uma década.

Mallu aparece e se junta a Marcelo em todas as latitudes que a vida comporta. E, nas muitas viagens transatlânticas, o trio fortalece uma amizade profunda, familiar e artística.

Não muito tempo depois, os três descobrem um comum desejo que, uma vez vislumbrado num dos jantares dos amigos, é irreprimível: querem tocar rock, querem aquecer o corpo e coração, querem perder e ganhar fôlego.

Já haviam caminhado um tanto: Mallu no terceiro álbum, Marcelo vinha de dois discos solo, depois dos Los Hermanos, e Fred acabara de formar o 5-30, e colecionava experiência compondo bandas como Orelha Negra e Laia, além acompanhar o Buraka Som Sistema na bateria.

O recém-inaugurado Estúdio Ia, do próprio Fred e do amigo Bernardo Barata era o cenário perfeito. Nos curtos dias de inverno em Lisboa, lá mergulharam na construção do álbum.

Salta aos olhos a naturalidade do encontro. A fluidez resultante faz difícil crer que é a primeira turnê. A bateria de Fred desperta em Mallu e Marcelo seu lado mais intenso. São vigorosas e pedem dança, mas mantém a seriedade do artista sentimental que há nos três.

As composições de outros trabalhos dos cantores também aparecem no repertório do show, com uma roupagem mais elétrica. Não há silêncio e são raros os sons delicados. São guitarras e pedais de distorção, num improvável encontro de percussões e melodias criativas.

No baixo, Marcos Gerez, integrante do Hurtmold, traz mais peso ao palco, ao lado de Gabriel Mayall (Bubu), do Do Amor. Os dois também estão em casa; Bubu tocava no Los Hermanos, e Marcão acompanhou as turnês do “Sou” e “Toque Dela”.

A Banda do Mar é para cantar junto, para abrir os braços, rir, chorar e dançar. A substância é a força, é o calor, é a simplicidade, é o que há no corpo humano. É a celebração da santíssima trindade: amizade, amor e música.

Nome: Banda do Mar
País: Brasil
Ano de formação: 2014
Integrantes: Mallu Magalhães (vocais, guitarra, violão), Marcelo Camelo (vocais, guitarra, baixo, percussão), Fred (bateria e percussão)
Sucessos: Mais Ninguém, Hey Nana, Dia Clarear

Especial Lollapalooza 2015 – FATNOTRONIC

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Um integrante do Bonde do Rolê com Killer On The Dancefloor?!?! Gorky e Phillip A. formam assim o FATNOTRONIC: um duo de DJs e produtores que não se prende a rótulos, passeando por todos os estilos e vertentes, criando uma explosão de grooves, ritmos e mashups provenientes da feliz somatória de quem já rodou o mundo com suas outras bandas, se apresentando em festivais como o Coachella, Rock In Rio, Lollapalooza, Sónar, etc…

Não à toa eles foram batizados por Iggor Cavalera (criador do nome) e apadrinhados pelos 2Manydjs, Diplo e Norman Cook. Atualmente o Duo lançou o seu mais novo E.P. pelo selo Chit Chat Records de Los Angeles, com alguns convidados inusitados, e acabaram de fazer um guestmix exclusivo para o programa “Diplo and Friends”, que foi ao ar pela radio inglesa BBC Radio1 e 1Xtra.

Em entrevista recente, Norman Cook (aka Fatboy Slim) cita a música “Margarida”, de Fatnotronic, no ‘TOP 5’ das músicas favoritas que influenciam a sua vida ao lado de artistas como Taking Heads.

Nome: Fatnotronic
País: Brasil
Ano de formação: 2012
Integrantes: Gorky (DJ) Philip A. (DJ)
Sucessos: Margarida, Onda, Two on Two

Fonte:http://www.lollapaloozabr.com/

Black Hole – Pintura em Movimento

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Em uma mistura harmoniosa de arte e ciência, o fotógrafo e artista suíço Fabian Oefner reúne  cores em vórtices em um fundo negro. A série de fotografias, que ele chama de “Black Hole” consiste em um processo que é muito simples em sua origem segundo ele. Oefner goteja vários tons de tinta acrílica sobre uma barra de metal, que está ligado a uma broca comum, a broca no instante em que é ligada e começa a girar é fotografada a partir da extremidade da haste de metal, fazendo a tinta criar uma forma semelhante a de um buraco negro. Oefner explica a precisão necessária:

“O movimento da pintura acontece em um piscar de olhos, as imagens que você vê são tiradas apenas milissegundos após a broca ser ligada. Para capturar o momento, que a tinta forma essa figura tão distinta, conectei um sensor, que envia um impulso para os flashes. Estas unidades especializadas são capazes de criar flashes tão  rápidos quanto 1/40000 por segundo, congelando o movimento da tinta”.

O projeto segue bem recebido devido a um trabalho anterior, que foi destaque em revistas como a New Scientist, Wired e FOCUS. Abaixo, Oefner nos dá outra perspectiva sobre o seu trabalho, mostrando as muitas camadas de tinta e saindo da haste central e formando um verdadeiro vórtice.