A história por trás do Crochet

A artista têxtil Olek, com seus fios mega coloridos, cobre tudo o que vê. Muros, prédios abandonados, no bom estilo graffiti, e agora neste mês, uma locomotiva inteira.
Ela passou dois dias inteiros em Lodz, Polônia, cobrindo enormes vagões.

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William Baglione, cuidando da criatividade e amando a cidade.

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Em meio aos conjuntos de prédios e construções famosas das capitais, seus olhos atentos estão sempre em busca do inusitado. Para apreciar um lampejo de arte, basta querer entender como a arte urbana se manifesta em meio à grande complexidade cidade e como ela pode ser representada de inúmeras formas, cada uma com aspectos diferenciados, bem como a história por trás delas.

Diga-se de passagem, os olhos muito atentos do curador de arte contemporânea William Baglione, sempre estiveram envolvidos com a produção de conteúdos criativos. Trabalhando desde 1994  na administração da carreira de seu irmão, o artista plástico Herbert Baglione,  o idealizador e fundador da Famiglia Baglione, faz um adendo a questão: Segundo sua visão, a cidade encontra-se empobrecida de criações artísticas, e para ele ainda existe uma  infinidade de laterais de prédios mal aproveitadas que poderiam  se transformar em painéis gigantes e outdoors,  que pela lei poluem visualmente, mas por outro ponto de vista priva de cores e alegorias que dão vida à cidade.

Sempre fora evidente que William era um artista, que absorvia as informações e possuía um olhar peculiar sobre o assunto, foi notada então a oportunidade de gerenciar a parte burocrática do trabalho e administrar a carreira de outros artistas, William chamou o irmão e o artista plástico Nunca para fundar o que foi um dos conjuntos de artistas mais renomados do Brasil.

A Familgia podia ser considerada uma máfia em termos de administração e estrutura, William Baglione afirma que apreciava muito os encontros pessoais e a boa comida, que sempre esteve presente nos encontros. A ligação entre os membros transcendia a relação profissional,  ligação essa que vinha antes da arte. William sempre foi engajado ao trabalho do irmão de forma complementar, e nesses trabalhos o compartilhamento de ideias era fundamental. Mostrou excelência na produção e execução de projetos,  de forma pioneira na exposição da arte brasileira pelo mundo, durante 7 anos, gerando conteúdo artístico e alavancando a carreira de alguns dos nomes mais importantes da arte urbana brasileira. Baseando-se na experiência adquirida ao longo desses projetos surgiu um novo ideal.

Neste cenário de constante transformação e efemeridade, é necessário inserir o visual, escancarar à vista para todos os olhos atentos e também para os desatentos. Willian fez isso diversas vezes com maestria, levando a arte do Brasil mundo a fora

Em busca de atrelar arte a uma concepção ainda mais profunda, ergue-se a Society Under Construction. Aprimorando o desenvolvimento de trabalhos como workshops,  outdoors, exposições institucionais, cursos e  curadoria de arte. Estes projetos têm objetivos criativos e sociais e mostram como a  arte é capaz de ativar a questão  social-cultural  e fomentar empreendimentos que são de grande importância para dar identidade da cidade, principalmente de uma mundialmente conhecida e com tantas influências culturais como a cidade de São Paulo e ainda agregam valor ao turismo e transformam os espaços em que são inseridos.

O trabalho de Willian consiste em quebrar paradigmas mostrar ao público a abrangência da arte urbana e como  pode ser inserida em qualquer meio, para ele só é necessário direciona-la. E acredite: de ambos os lados. Os artistas também precisam ser direcionados. Muitos deles esbanjam talento e são incapazes de direcionar a própria carreira . Diga -se de passagem, não é uma coisa nada fácil.

Dar foco a criatividade  e incentivar a luta de quem insiste em viver de arte é um trabalho para Hércules. Muitos espaços estão apenas à espera da intervenção de artistas que querem dar vida a suas obras e enriquecer o visual da cidade. Abram as portas. Deixem esse homem passar!

Maybelline 2013 – Explosão Cosmpolita

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Fim de ano é tempo dos tradicionais calendários da Maybelline, que ressurgem com editoriais repletos de beleza, cores e tendências. Nas páginas do New York Maybelline 2013 Calendar, o nível artístico é elevado e assinado por Anastasia Durasovaeste, onde a pintura corporal domina a cena. A maquiagem e as pinturas corporais fazem referência a ícones de Nova York.

Como de costume a fotografia é de Kenneth Willardt e a maquiagem de Charlotte Willer.
Começando por Erin Wasson representando a vibrante Times Square, em Fevereiro a modelo Jessica White exibe a vida noturna de NY, em Março Emily DiDonato faz referência à ponte George Washington , para  Abril Julia Stegner homenagea o Graffiti, novamente a top Erin Wasson no mês de Maio representando as ruas de NY, em Junho e Julho Kemp Muhl  fazendo alusão os sons da cidade, para Agosto Charlotte Free mostra a diversidade cultural, Shu Pei Qin em Setembro associada a velocidade do metrô, Kemp Muhl como Outubro e Novembro simbolizando o Central Park e finalizando como Dezembro,  Freja Beha Erichsen mostra Art Scene , instalações artísticas presentes por toda cidade de NY.















II Bienal Internacional Graffiti Fine Art

Grafitando - 2ª Bienal Internacional de Graffiti Fine Art O MUBE (Museu Brasileiro da Escultura) começou a expor a 2ª Bienal Internacional Graffiti Fine Art, que visa difundir o graffiti como arte de galeria no Brasil, como já ocorre em outros países.

O graffiti, assim como o prêt-à-porter na moda no século XX, vive hoje uma transição de ” não arte” para arte. Ele finalmente saiu do mundo underground, exclusivamente das ruas, e passou a ter espaço como arte do Brasil.

Os artistas grafitaram suas obras dentro do museu. Alguns grafiteiros se uniram para produzir obras conjuntas, realçando outro ponto da exposição,unindo grafiteiros de todo o mundo.

Dentre os 51 artistas expostos, 16 são de fora do país, com tantos artistas diversos de lugares distintos tanto fora e dentro do Brasil, a exposição conseguiu reunir várias obras de diferentes estilos, técnicas e temáticas,  tornando-a uma bienal que reuniu todos os aspectos do mundo do graffiti; as obras foram feitas com a ajuda de materiais e instrumentos variados como, pastilhas de vidros, videos, esculturas  placas de alumínio, bonecos gigantes, instalações, arte sinética e óptica e até mesmo um carro.

O “Metrópole”, programa cultural da tv cultura, cobriu o making of da bienal. Abaixo seguem a lista de artistas expostos e as informações da bienal(retirados do site oficial do MUBE): artistas 2ª Bienal de graffiti fine art 2ª Bienal Internacional Graffiti Fine Art Local: MuBE – Museu Brasileiro da Escultura – Av. Europa, 218, São Paulo-SP Abertura ao público – 22 de janeiro de 2013 Data de encerramento: 24 de fevereiro Entrada gratuita Informações:  11 2594-2601, mube@mube.art.br/ http://www.mube.art.br Horário de funcionamento: terça a domingo, das 10h às 19h