Fora Kony!

Vídeo distribuído pela ONG Invisible Children, para tornar conhecido o rosto do criminoso de guerra Joseph Kony, superou o fenômeno Susan Boyle.

Joseph Kony, Número 1 na lista de criminosos de guerra mais procurados do mundo acaba de tornar-se famoso, para seu azar. Nesta sexta feira, seu rosto já tinha sido visto por mais de 70 milhões de pessoas em todo mundo, que assistiram ao documentário de 30 minutos chamado Kony 2012, postado no YouTube pela organização Invisible Children Inc na segunda-feira, dia 5 de março.

O objetivo da ONG não era homenagear Kony, líder do grupo rebelde Lord’s Resistance Army, de Uganda, tristemente conhecido por sequestrar garotos de suas famílias e, pelo medo, transformá-los em guerrilheiros, matando e mutilando suas famílias e seus vizinhos. O anonimato facilitava a fuga de Kony pela África, por isso a Invisible Children se propôs a torná-lo uma celebridade divulgando seu rosto e fazendo com que cada pessoa no mundo possa identifica-lo e prende-lo ainda em 2012.

Segundo a empresa de métricas online Visible Measures Corp, o vídeo de Kony superou os 70 milhões de views nesta manha, tornando-se o viral mais rápido da história. Na segunda-feira, a ONG lançou oficialmente a campanha Kony 2012 nas mídias sociais, criando páginas no YouTube, Facebook e Twitter e pedindo a celebridades que ajudassem a divulgar a campanha.

Já existem mais de 500 mil comentários para a campanha e o twitter @invisible já tem mais de 370 mil seguidores. A página do Facebook passa dos 2 milhões de seguidores.  Para ter uma idéia do impacto, a Visible Measures compara Kony 2012 ao fenômeno Susan Boyle, considerada a campeã até agora. No caso da cantora anônima, cujo vídeo hoje tem mais de 480 milhões de views, foram necessários 6 dias para atingir os 70 milhões de views. Kony atingiu a marca com um dia a menos.

Vaos nos unir e tirar esse montro do poder! Para mais informações e colaborar com a campanha, acesse o site da Invisible Children.

Acesse aqui para curtir a Campanha no Facebook.

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Sustentabilidade e Cultura

 

O SOCIOCULTURAL EM REDE é uma plataforma de aprendizagem colaborativa para o empreendedorismo cultural e criativo sustentável. Compartilhar metodologias e experiências em rede significa criar oportunidades para o aprimoramento das ações de empreendedores socioculturais, ampliando possibilidades de parcerias, de trocas e de viabilização de projetos, de forma inspiradora e colaborativa, a partir de princípios de gestão sustentável.

Ampara-se no diálogo entre pessoas, grupos, organizações, empresas e governos atuantes nas áreas social e cultural. São olhares e conhecimentos distintos, complementares e interdisciplinares que buscam estabelecer conexões entre empirismo, ciência, filosofia e arte, para gerar aprendizados e reflexões que auxiliem empreendedores socioculturais no aprimoramento de suas atividades.

Mas qual o perfil desses novos empreendedores socioculturais e criativos, como eles se diferenciam de outros empreendedores e quais são os desafios cotidianos desses inspirados realizadores?

Em primeiro lugar, acreditamos que os empreendedores socioculturais que se interessam por abordagens colaborativas e sustentáveis, objeto principal desta plataforma, são movidos pelo sentido de suas ações no mundo e ainda pelo movimento que elas promovem nos seus ambientes e comunidades.

O empreendedorismo sociocultural sustentável apoia-se em um ciclo contínuo de atividades e inter-relações em que todos os sistemas (social, político, econômico, ambiental e cultural) são fundados na alteridade e no respeito integral à vida.

“Empreender é aprender, aprender é empreender.”

Esse é o princípio proposto para o desenvolvimento e aprimoramento das próprias iniciativas socioculturais, das comunidades, dos parceiros e dos públicos envolvidos no processo.

Desse modo, sentidos, propósitos, métodos e aprendizados vão construindo ciclos vivos, abertos, expansivos e colaborativos.

Concepção

André Martinez

André Martinez, pesquisador independente interdisciplinar, filmmaker, consultor e conferencista, é administrador de empresas especializado em design sustentável de políticas e empreendimentos culturais e consultor de instituições como Instituto Avon, Camargo Corrêa, Comgás, Unisinos, Instituto Claro, Sebrae e Grupo Box Brazil. Como filmmaker documentarista, propõe investigar a complexidade do pensamento a partir do processo criativo do artista. Entre seus principais trabalhos destacam-se “O Guru Selvagem”, sobre Jorge Mautner, e “Unheimlich”, sobre Walmor Corrêa. Foi diretor executivo da Fundação Cinema RS e Brant Associados, professor da Universidade Anhembi Morumbi, coordenador de cultura do Sesc RS, vice-presidente do Instituto Pensarte e presidente do Instituto Vygotskij. É autor do livro Democracia Audiovisual. Coordena, com Minom Pinho, o curso de Gestão do Empreendimento Cultural e Criativo da Escola São Paulo. Atua como consultor por meio das empresas Aprax Arquitetura Cultural, Casa Redonda Patrocínio Sustentável e Cida Planejamento Cultural.

Minom Pinho

Sócia-diretora da Casa Redonda Cultural e da Casa Redonda Patrocínio Sustentável, é graduada em Computação pela Unifacs – Bahia e pós-graduada em Arte e Tecnologia. Com 10 anos de experiência em planejamento, gestão e execução de projetos e programas culturais com foco social e educativo, assina a produção executiva de projetos, programas e conteúdos nos segmentos de audiovisual, artes visuais, música, humanidades, arte e tecnologia e artes integradas. É consultora em políticas de investimento privado, envolvendo concepção e gestão de editais e fundos de investimento na área, além de colaborar com diversas iniciativas de empreendedorismo cultural, social e criativo para empresas, institutos, fundações e organizações sociais. Também ministra cursos e palestras sobre gestão sociocultural e arranjos criativos sustentáveis.