Eduardo Cunha grava EP: ‘Desde 1991 Esperando Ser Preso’

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Nem tudo é notícia ruim no que diz respeito à política brasileira. Bom, na verdade é sim, mas a gente pode por um momento fingir que não enquanto escuta o EPDesde 1991 Esperando Ser Preso. Depois do show de horrores que assistimos nesse último domingo (17), na Câmara dos Deputados, é bom poder apreciar um pouco de ironia na forma de hip-hop instrumental e samples de matérias de jornal.

O autor dessa obra-prima política, musical e memética se identifica como Eduardo Cunha e justifica seu anonimato: “Não queria misturar as coisas, até porque nunca misturaria meu projeto pessoal com política — apesar de me manifestar publicamente mais pro lado vermelho da força”, conta Cunha, que afirma ser um produtor do interior de São Paulo. “Essa porra já tá com mais de 3.000 plays, e meus releases ‘oficiais’ raramente batem 1000 em algumas semanas. Essa molecada de hoje em dia só quer saber de memes mesmo.”

O produtor diz ter-se inspirado pela capa do disco, que ele encontrou por aí na internet e achou “meio Beastie Boys”, conta. “Aí conversando com um amigo meu, ele disse: ‘Por que cê não transforma isso num disco de verdade?’ E umas horas depois, tava aí”. Mas o ócio da vida política no Brasil foi o que protagonizou a motivação de Cunha: “Quando a gente tem muito tempo sobrando, principalmente quando se é do meio político nacional, podemos fazer muita coisa. Entre elas lançar um disco de instrumentais. Depois a gente vai roubar um pouco de grana da máquina pública.”

Cunha acredita que Cunha (o real) talvez curtisse o disco se chegasse a escutá-lo: “Talvez ele tenha uma coleção de discos do MF DOOM e a gente nem sabe. Mas eu prefiro achar que não, o cara deve curtir Legião Urbana ou uns modão de viola. Ou talvez o hino do terceiro Reich.” E deixa sua opinião sobre a situação política no Brasil: “Tenho esperança ainda, só que pouca. Mas tento fazer minha parte. E a política tem umas coisas tão ridículas que não tem como não fazer piada.”

A juventude só quer saber de memes, mas talvez essas manifestações meméticas sejam mais eficazes e significativas do que soltar confete em meio a sessão da Câmara dos Deputados. Escute Desde 1991 Esperando Ser Preso:

Desde 1991 Esperando Ser Preso

by Eduardo Cunha

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Alexey Titarenko

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Alexey Titarenko fotografa São Petersburgo desde que ele tinha 8 anos de idade. Na verdade, diz ele, tem dedicado toda a sua vida para a cidade. Titarenko vê as suas fotografias como reflexo da história de sua cidade, e da Rússia, ao longo dos últimos 20 anos.

Na década de 1990, Titarenko estava trabalhando em uma série de fotografias sobre o totalitarismo, centradas sobre os sinais e as estátuas que foram desmoronando ao seu redor, como o comunismo soviético fracassou. Disseminação da pobreza como o racionamento foi introduzido.

Fotos de Titarenko foram assombrosas, perturbando, como fantasmas malévolos se aglomeram na armação. Ele chamou a série Cidade das Sombras.

Não me mate!

Diante da dificuldade em conseguir patrocínio para a ONG Instituto Pensamentos Filmados, http://www.pensamentosfilmados.com.br, uma de suas fundadoras, Ana Maria Saad, está disposta a entrar em greve de fome para chamar atenção para a importância de educar a sociedade sobre os transtornos mentais e comportamento humano, bem como os caminhos para uma vida mais feliz como a medicina integrativa.

Muitas verdades nuas e cruas causam indigestão nos inquietos.

Economia Criativa

O conceito de economia criativa deriva do termo “indústrias criativas”, que por sua vez apareceu em um discurso intitulado “Creative Nation” (Nação Criativa), proferido pelo Primeiro-Ministro da Austrália, em 1994. A fala defendia a importância de aproveitar as oportunidades geradas pela globalização e pelas mídias digitais como forma de informar e enriquecer a criatividade das pessoas e sua contribuição para o desenvolvimento do país.

A ideia ganhou força em 1997, na Inglaterra, quando, para fazer frente à crescente competição econômica global, o governo do então Primeiro-Ministro Tony Blair criou uma força tarefa multissetorial, encarregada de analisar as tendências de mercado e as vantagens competitivas nacionais. Destaque para a parceria público-privada e para a articulação entre os diferentes setores e pastas públicas nas áreas de cultura, desenvolvimento, turismo, educação e relações exteriores, entre outras.

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Como fruto desse trabalho foram identificados 13 setores de maior potencial para a economia britânica –  um modelo que acabou replicado em diversos países. A esse conjunto de setores, cujo fio condutor era a possibilidade de geração de direitos de propriedade intelectual, deu-se o nome de “indústrias criativas” (sendo que “indústria”, em economia, refere-se a um setor econômico, como “indústria financeira”, “indústria do entretenimento”, “indústria do turismo”. Talvez o maior mérito do projeto britânico tenha sido diluir as fronteiras entre os setores e promover discussões e estudos não só em relação às políticas industrial ou econômica, mas também quanto à revisão do sistema educacional, à requalificação urbana, à valoração dos intangíveis, ao reposicionamento do papel da cultura na estratégia socioeconômica e mesmo à revisão da estrutura econômica, incluindo novos modelos de negócios.

A economia criativa consegue, portanto, por meio da agregação de traços de outros conceitos, um toque próprio e inovador. Da economia da experiência, reconhece o valor da originalidade, dos processos colaborativos e da prevalência de aspectos intangíveis na geração de valor, sobretudo na cultura. Da economia do conhecimento, toma a ênfase no trinômio tecnologia, qualificação de trabalho e geração de direitos de propriedade intelectual. E, da economia da cultura, propõe a valorização da autenticidade e do intangível cultural único e inimitável.

Fora Kony!

Vídeo distribuído pela ONG Invisible Children, para tornar conhecido o rosto do criminoso de guerra Joseph Kony, superou o fenômeno Susan Boyle.

Joseph Kony, Número 1 na lista de criminosos de guerra mais procurados do mundo acaba de tornar-se famoso, para seu azar. Nesta sexta feira, seu rosto já tinha sido visto por mais de 70 milhões de pessoas em todo mundo, que assistiram ao documentário de 30 minutos chamado Kony 2012, postado no YouTube pela organização Invisible Children Inc na segunda-feira, dia 5 de março.

O objetivo da ONG não era homenagear Kony, líder do grupo rebelde Lord’s Resistance Army, de Uganda, tristemente conhecido por sequestrar garotos de suas famílias e, pelo medo, transformá-los em guerrilheiros, matando e mutilando suas famílias e seus vizinhos. O anonimato facilitava a fuga de Kony pela África, por isso a Invisible Children se propôs a torná-lo uma celebridade divulgando seu rosto e fazendo com que cada pessoa no mundo possa identifica-lo e prende-lo ainda em 2012.

Segundo a empresa de métricas online Visible Measures Corp, o vídeo de Kony superou os 70 milhões de views nesta manha, tornando-se o viral mais rápido da história. Na segunda-feira, a ONG lançou oficialmente a campanha Kony 2012 nas mídias sociais, criando páginas no YouTube, Facebook e Twitter e pedindo a celebridades que ajudassem a divulgar a campanha.

Já existem mais de 500 mil comentários para a campanha e o twitter @invisible já tem mais de 370 mil seguidores. A página do Facebook passa dos 2 milhões de seguidores.  Para ter uma idéia do impacto, a Visible Measures compara Kony 2012 ao fenômeno Susan Boyle, considerada a campeã até agora. No caso da cantora anônima, cujo vídeo hoje tem mais de 480 milhões de views, foram necessários 6 dias para atingir os 70 milhões de views. Kony atingiu a marca com um dia a menos.

Vaos nos unir e tirar esse montro do poder! Para mais informações e colaborar com a campanha, acesse o site da Invisible Children.

Acesse aqui para curtir a Campanha no Facebook.

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