Escorregadores urbanos, já!

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Aproveitando o clima de protesto, poderíamos incluir essa na nossa pauta para agilizar o cotidiano. Certamente não agradaria a todos, mas que é divertido e permite acelerar um pouco o nosso dia-a-dia, disso não há dúvidas. Em várias cidades do mundo, têm sido construídos escorregadores urbanos ao lado de escadas – assim uma tarefa normal do cotidiano vira rapidamente um momento divertido.

Em Utrecht, na Holanda, o escorregador é grande atração em uma estação de trem. Já em Berlim, Alemanha, foi no metrô que ele apareceu e a verdade é que, além do momento lúdico, o escorregador permite melhorar o fluxo dos passageiros.

Assista ao vídeo na estação de metrô da capital alemã: impossível não amar a ideia.

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Espelho, espelho meu: A Condessa de Castiglione

A Condessa de Castiglione foi uma criatura rara: além de bela e inteligente, era uma narcisista com acesso ilimitado a uma câmara. Entre 1856 e 1895, ela já tinha uma coleção de mais de 400 fotografias de si mesma.

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Que boa parte dos seres humanos é narcisista, não há dúvida. E há quem adore colecionar centenas de fotografias de si mesmo durante a vida. Mas em pleno século 19 isso não era considerado tão comum assim.

Virginia Oldoini nasceu de uma família nobre de Florença em 1837. Aos 17 (já possuindo um caráter inquieto e imaginativo), entrou em um casamento arranjado e sem amor com o Conde di Castiglione, simplesmente por interesse financeiro. Além de levar o marido à falência com suas extravagâncias, ela o traia descaradamente. Os dois se separaram em 1857 e a condessa passou a maior parte do resto de sua vida com seu filho, Giorgio, e seduzindo os homens mais importantes de Paris.

Fascinada pela própria beleza, a condessa tentava capturar suas facetas e recriá-las através da fotografia. Em julho de 1856 visitou o estúdio de Mayer Pierson, um dos maiores estúdios fotográficos do Segundo Império. Ela e Pierre-Louis Pierson criaram mais de 400 retratos concentrados em três períodos distintos: sua entrada triunfal na sociedade francesa; sua reentrada na vida parisiense e o final de sua vida. Ela criou identidades alternativas para si mesma.

Foi ela quem assumiu o papel de diretora de arte, até mesmo ao ponto de escolher o ângulo da câmara. Ela também deu indicações precisas sobre o alargamento e redesenho de suas imagens, a fim de transformar os documentos fotográficos em pinturas imaginárias. Seus retratos estão entre os mais belos do gênero. Registram a condessa com seus vestidos extravagantes e figurinos de saraus e bailes de máscaras, com vestes que usava em teatros, óperas ou de sua própria imaginação. Sua vaidade era tão famosa quanto sua beleza. Ela não gostava de conversar com outras mulheres e enviava seus retratos apenas aos amantes e admiradores.